Oficinas

Introdução à análise estatística – o pacote GOLDVARB

Danielle Kely Gomes (UFRJ)

Ementa: apresentação das funcionalidades básicas do pacote GOLDVARB; discussão da metodologia para o uso do programa – codificação, processamento e análise de dados linguísticos; interpretação dos dados estatísticos – a análise multivariada.

Referências: 

GUY,  G.  R.;  ZILLES,  A.  M.  Sociolinguística  quantitativa:  instrumental  de  análise.  São  Paulo: Parábola, 2007.

MOLLICA,  M.  C.;  BRAGA,  M.  L.  (Org.).  Introdução  à  Sociolinguística:  o  tratamento  da  variação. São Paulo:  Contexto, 2004.

SANKOFF,  D.;  TAGLIAMONTE,  S.;  SMITH,  E.  GoldVarb  X  –  a  multivariate  analysis application.  2005.  Toronto:  Department  of  Linguistics;  Ottawa:  Department  of  Mathematics. Disponível  em:  http://individual.utoronto.ca/tagliamonte/  Goldvarb/GV_index.htm#ref.  Acesso  em: 05 fev. 2019.

Introdução ao uso de R-brul para análises sociolinguísticas: preparação e análise de dados

Anna Carolina da Costa Avelheda Bandeira (UFRJ); Silvia Carolina Gomes de Souza Guerreiro (UFRJ)

Ementa: A oficina propõe-se a apresentar as funcionalidades do Microsoft Office Excel® que podem ser aproveitadas para a preparação e para a análise preliminar (organização de dados extraídos; realização de cruzamentos; checagem de células vazias; seleção de exemplos; construção dos gráficos) dos dados extraídos dos mais diversos tipos de corpora sociolinguísticos utilizados em pesquisas da área, oferecendo maior agilidade na codificação e reduzindo o percentual de erros possíveis. Propõe-se, ainda, a apresentar a interface interativa do pacote R-Brul para uso no programa estatístico-probabilístico R, desde a preparação dos dados para análise no R-Brul (etapas iniciais – instalação, preparação do programa, definição de diretório, inserção de scripts, carregamento de dados) até a realização e a leitura da rodada multivariada, com a leitura de resultados e a identificação de informações relevantes à análise (quantitativo de dados, percentual, p-value, logodds, peso relativo), passando pela etapa de ajuste dos dados e pela de sincronização da rodada multivariada com arquivo externo.

Referências: 

JOHNSON, D. E. Getting off the GoldVarb Standard: Introducing Rbrul for Mixed-Effects Variable Rule Analysis. Language and Linguistics Compass, v. 3(1), p. 359-383, 2009.

OUSHIRO, L. Identidade na Pluralidade: avaliação, produção e percepção linguística na cidade de São Paulo. Tese (Doutorado em Letras). Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 2015.

R Core Team. R: A Language and Environment for Statistical Computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria, 2019.

Teste de Cloze: um recurso para diagnóstico e intervenção na compreensão leitora

Kátia Nazareth Abreu (UERJ); Daniela Cid (UFRJ)

Ementa:  A compreensão em leitura tem se tornado, ao longo dos anos, uma das preocupações dos professores de Língua Portuguesa no Brasil. Presencia-se uma atividade pedagógica que perdura por 12 anos, aproximadamente, no conjunto dos anos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, porém que não tem tido o êxito desejável em formar leitores competentes, que respondam às exigências da sociedade atual. Esta oficina apresentará uma metodologia experimental off-line conhecida como Teste de Cloze (Taylor, 1953), bastante utilizada na Psicologia Educacional e na Psicolinguística em interface com a educação (Abreu et al, 2017). Essa técnica pode ser de grande auxílio para a pesquisa e para a prática educacional ao oferecer potencial diagnóstico e interventivo sobre o fenômeno da compreensão leitora.

Referências

ABREU, Kátia Nazareth Moura de; CID DE GARCIA, Daniela; HORA, Katharine de Freitas P.N. da; SOUZA, Cristiane Ramos de. O teste de Cloze como instrumento de medida de proficiência em leitura: fatores linguísticos e não linguísticos. Revista de Estudos da Linguagem, Minas Gerais: UFMG, v. 25, p. 1767 – 1799, 2017.

TAYLOR, Wilson L. Cloze procedure: a new tool for measuring readability. Journalism Quarterly, Questia Trusted Online Research, v. 30, p. 415-433, 1953.

Pesquisa Quantitativa: design de pesquisa e introdução à análise estatística de dados

Denise Cristina Kluge  (UFRJ)

Ementa: Esta oficina de curta duração objetiva apresentar e discutir alguns conceitos básicos na elaboração de pesquisas quantitativas, bem como discutir a análise de dados através de estatística descritiva e inferencial. Durante a oficina, os seguintes pontos serão abordados: (a) design de pesquisa; (b) perguntas de pesquisa e hipóteses; (c) tipos de variáveis; (d) organização de dados; (e) distribuição e normalidade dos dados; (f) inserção de dados em programas como SPSS (Statistical Package for the Social Sciences); (g) representação gráfica dos dados; (h) apresentação e relato dos dados estatísticos na escrita científica; (i) interpretação dos dados estatísticos, (j) estatística descritiva (medidas descritivas); (k) estatística inferencial (tipos de teste); e (l) testes de paramétricos x testes não-paramétricos.

Referências

MARTINS, C.  Manual  de  Análise  de  Dados  Quantitativos  com  Recurso  ao  IBM SPSS: Saber decidir, fazer, interpretar e redigir. Braga: Psiquilibrios, 2011.

BROWN, J. D. Understanding research in second language learning: A teacher’s guide to statistics and research design. New York: Cambridge University Press, 1988.

SPSS. Pacote estatístico [Computer program].

DANCEY, C. P. & REIDY, J. Estatística sem matemática para Psicologia. Editora Penso, 2013.

BROWN, J. D. Using surveys in language programs. Cambridge: Cambridge University Press, 1988.

HATCH, E. & LAZARATON, A. The research manual: Design and statistics for applied linguistics. New York: Newbury House, 1999.

LARSON-HALL, J. A guide to doing statistics in second language research using SPSS. New York: Routlege, 2010.

Ética e Sociolinguística

26 de novembro

Plataforma Brasil: O Registro de Pesquisa com Seres Humanos

Maria Izabel de Freitas Filhote (Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos IESC/UFRJ)

Ementa: Conceitos; objetivos; submissão; documentos obrigatórios; critérios de elaboração do termo de consentimento livre e esclarecido acompanhamento pelo Comitê de ética em Pesquisa  e pelo pesquisador; critérios de avaliação  dos projetos; legislação pertinente ao preenchimento da PB e elaboração de relatórios.

Objetivos: (i) apresentar a Plataforma Brasil; (ii) orientar o preenchimento da Plataforma Brasil via internet; (iii) acompanhar o preenchimento da Plataforma Brasil. 

 

Referências:

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. http://plataformabrasil.saude.gov.br. acesso em 11 de fevereiro de 2019.

BRASIL. Resolução 466/12. Publicada no DOU nº 12 – quinta-feira, 13 de junho de 2013 – Seção 1 – Página 59. Dispõe sobre  diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos: Disponível em http://plataformabrasil.saude.gov.br.  Acesso em: 11 fevereiro de 2019.

BRASIL. Resolução 510/2016. Publicada no DOU nº 98, terça-feira, 24 de maio de 2016 - seção 1, páginas 44, 45, 46.  Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais cujos procedimentos metodológicos envolvam a utilização de dados diretamente obtidos com os participantes ou de informações identificáveis ou que possam acarretar riscos maiores do que os existentes na vida cotidiana. Disponível em http://plataformabrasil.saude.gov.br. Acessado em 11 de fevereiro de 2019.

27 de novembro

Decisões metodológicas e cuidados éticos na pesquisa sociolinguística

Raquel Meister Ko. Freitag (UFS)

Ementa: Em sendo a língua uma capacidade humana, e a sociolinguística o campo de estudos das relações entre língua e sociedade, o envolvimento com pessoas é um traço inerente das suas pesquisas. A adequação de projetos de pesquisa às condições institucionais e de fomento tem requerido a apreciação do CEP/CONEP, cujas normatizações emanam de campos de pesquisa da área de saúde. O campo das ciências humanas e sociais assume o entendimento de que há diferença entre a pesquisa em seres humanos e a pesquisa com seres humanos, sendo esta última a natureza das pesquisas sociolinguísticas. Por conta desse entendimento, há correntes de pesquisadores e áreas que se submetem às normatizações e outras que se insubordinam; qual seja o caso, a reflexão sobre questões eticamente sensíveis deve ser presente na elaboração e condução de um projeto de pesquisa.

Objetivo central: O objetivo central desta oficina é discutir encaminhamentos metodológicos acerca de pontos eticamente sensíveis na pesquisa sociolinguística: (i) o processo de esclarecimento e livre consentimento e os efeitos no paradoxo do observador; (ii) o uso da estratégia de pesquisa encoberta; (iii) autoria do banco de dados e responsabilidade do pesquisador e da instituição; (iv) condições de anonimato dos participantes: (v) critérios de inclusão e exclusão de participantes; e (vi) tipos de dados para pesquisa sociolinguística que podem ser obtidos com dispensa de apreciação de CEP/CONEP conforme a Resolução 510/2016.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução 510/2016. Brasília, 2016.

FREITAG, Raquel Meister Ko. A dadidade (ou dadidão) do dado. Linguística Rio, v.3, n.1, 1-14, 2017.

FREITAG, Raquel Meister Ko. Documentação sociolinguística–coleta de dados e ética em pesquisa. São Cristóvão: EdUFS, 2017.

GUERRIERO, Iara Coelho Zito; MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio de revisar aspectos éticos das pesquisas em ciências sociais e humanas: a necessidade de diretrizes específicas. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 23, p. 763-782, 2013.

ZALUAR, Alba. Ética na pesquisa social: novos impasses burocráticos e paroquiais. Revista Brasileira de Sociologia, v. 3, n. 5, p. 133-158, 2015.

Modelos e métodos estatísticos para a análise da variação linguística

Marcelo Alexandre Silva Lopes de Melo (UFRJ); Christina Abreu Gomes (UFRJ) 

Ementa: Esta oficina tem por objetivo abordar modelos e métodos estatísticos na análise de dados de variação linguística. O estudo da variação e da mudança exige o tratamento de uma quantidade considerável de dados, e o desenvolvimento de recursos tecnológicos, ao longo desses mais de 50 anos de pesquisa sociolinguística, tem levado, recentemente, ao uso de softwares estatísticos de uso geral, com o objetivo de superar as limitações do Goldvarb (originalmente Varbrul), que durante muito tempo subsidiou as análises linguísticas. Com foco na análise de regressão logística, serão abordadas de forma prática questões como efeitos fixos e efeitos mistos na análise da variação utilizando o Pacote R e o Pacote Language Variation Suite.

Pragmática: Percepção e Ensino

Manuella Carnaval (UFRJ); Dennis Castanheira (UFRJ)

Ementa: Inserido em uma realidade pragmática multimodal, o ensino de língua portuguesa na atualidade apresenta desafios didáticos que se relacionam a estímulos de naturezas diversas. Desse modo, uma metodologia experimental que contemple este quadro educacional, a partir do trabalho com a percepção acústica e visual, pode ser usada como importante recurso pedagógico. Nesta oficina, procura-se abordar aspectos pragmáticos do ensino de língua portuguesa a partir de uma metodologia experimental. Propõe-se, então, aos alunos desta oficina as seguintes práticas: (i) o estabelecimento de uma temática pragmática; (ii) a elaboração de perguntas, hipóteses acerca da aplicação desta temática em sala de aula; (iii) a montagem de um experimento em modalidade acústica e visual, a ser aplicado em sala de aula, como ferramenta metodológica de ensino; (iv) possíveis análises do resultado do experimento didático; (v) proposta de reelaboração da prática didática a partir dos resultados.

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